Pensamentos da madrugada

Sentada no chão da sala às 4h da madrugada, parei para refletir sobre o sentido da vida, se é que há um verdadeiro sentido. Parei para repensar teorias contraditórias sobre o ser humano, a morte, o que é eterno e o que é passageiro. Pessoas e coisas materiais são passageiras, mesmo querendo que fossem eternas. Mas o que é o eterno? E se todas as minhas teorias e paranoia não forem reais, o que será que vem depois da morte? Será que simplesmente teremos nossos corpos enterrados e acabou tudo? Não quero acreditar que isso possa ser uma real possibilidade; prefiro acreditar no eterno. Mas não como uma doutrina religiosa impõe a existência de um Deus físico que tudo pode e que tudo faz, sabendo da tamanha maldade existente no mundo. Prefiro acreditar que o que se conhece como um Deus é a energia do todo; sendo assim, eu também faço parte desse todo, e não há o que me separa de Deus além da minha própria mente limitante, se recusando a expandir e preferindo se conformar com uma mentira confortável do que com uma verdade extremamente dolorosa.

Acontece que não existe o bem sem o mal, existe apenas o equilíbrio e o igual. Talvez o conceito de que exista um inferno seja um estado da nossa própria consciência que nos coloca em situações ruins e prejudiciais a nós mesmos. Quero poder acreditar na minha própria teoria para que, quando no dia do juízo final, eu estiver nos últimos suspiros, sentir gratidão por tudo que passei em vida e tenha a confiança de que retornarei novamente como parte de um todo, como sou e pretendo ser eternamente.

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