Depois de longos anos, descobri qual é a minha linguagem de amor. Quando gosto de alguém e tenho afinidade, gosto de dar a elas tempo de qualidade. Se está comigo, nós vamos curtir; se está mal, nós vamos chorar juntos; se precisa de algo, fala que nós resolvemos; se está com fome, eu dou meus pulos ou nós passamos fome juntos. Essa é a minha linguagem de amor.
Mas eu tenho um lado tóxico que é o contrário disso, pois na maior parte do tempo eu prefiro não ter contato com ninguém. Quando estou com problemas, acabo me isolando para resolver, até que minha bateria social volte. Muita gente acaba interpretando isso de forma errada, como falta de interesse e consideração, mas isso não tem nada a ver com elas e sim comigo e meu emocional. Não é algo que eu tenha como controlar de fato, e eu não gosto de forçar a barra com ninguém, e também não gosto que forcem comigo.
Eu percebo tudo em silêncio, sei quem realmente gosta de mim e quem só me rodeia por puro ego. De fato, não preciso de gente que force a barra para me ter por perto. Sou um passarinho livre de amarras e gaiolas. Saiba como me atrair e curta o momento quando tiver oportunidade, mas não tente me prender, pois na primeira oportunidade de abrir as asas e voar, eu voarei para bem longe sem olhar para trás.