De relacionamento em relacionamento

Recentemente, presenciei vários casais se formando, e uma das partes havia acabado de terminar relacionamentos anteriores e já ingressaram em um novo relacionamento cheio de juras e promessas de amor. No passado, já fui esse tipo de pessoa, e hoje entendo melhor quem age de tal forma. As pessoas, em desespero por preencher seu vazio existencial, optam por colocar qualquer pessoa como prioridade em suas vidas tristes e acabam botando em jogo suas vidas nas mãos de uma pessoa desconhecida na esperança de que elas possam mudar para melhor. No entanto, ao passar do tempo, percebe-se que não há tanto em comum como se achou que tivesse, e o que era para ser mágico acaba se tornando tóxico.

A pessoa que pula de relacionamento em relacionamento nunca amou ninguém de verdade, nem a si própria, pois se um dia tivesse se amado, não iria se meter em relações tóxicas nem tomar atitudes ruins e infantis com o outro lado. Como se pode dizer que ama alguém e pouco tempo depois dizer que ama outra pessoa? Que tipo de amor é esse que acaba e se reconstrói tão rapidamente? É algo para se pensar. Para que um relacionamento dê certo, é preciso confiança e respeito acima de tudo. Como confiar em alguém que mal saiu de uma relação e já quer se enfiar em outra? É visível que o ser humano não respeita nem o ex-cônjuge nem a si próprio. A confiança não é algo que se tem da noite para o dia, mas sim algo que leva tempo para ser construído, e onde não há confiança e respeito, não existe nada. A pressa para “ser feliz” é tanta que as pessoas confundem paixão com amor e se iludem sozinhas, achando que “dessa vez vai ser diferente”, mas só caem em furadas momentâneas com prazo de validade.

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